No dia 1 de outubro, na Veridas, reunimos líderes da indústria na Fintech House, em Lisboa, para o nosso Identity & Business Day Portugal: uma manhã de análise estratégica sobre o futuro da identidade, confiança e inovação. A nossa conclusão foi clara: na era da IA generativa, a verificação da identidade digital deixou de ser um requisito de conformidade para se tornar o pilar estratégico sobre o qual será construído o futuro do setor financeiro e dos negócios digitais.

O Novo Paradigma: Combater a Fraude na Era da IA
A jornada foi aberta pelo nosso CEO, Eduardo Azanza, que centrou a sua apresentação no desafio mais iminente para a segurança digital: a industrialização da fraude de identidade através da IA generativa. Ele alertou que as soluções de identidade tradicionais se tornaram obsoletas perante a capacidade da IA de criar falsificações realistas em grande escala.
“Se não sabemos quem está do outro lado do ecrã, não temos uma verdadeira transformação digital, temos uma transformação digital ‘fake’”, afirmou Azanza.
Salientou que a única defesa real é a biometria, sendo o único fator de autenticação capaz de provar a identidade real de uma pessoa. Além disso, destacou o impacto iminente de regulamentações como o eIDAS 2.0 e a Lei da IA da UE, que estão a redefinir o enquadramento da identidade em toda a Europa.
O Fim da Fricção: Unir Segurança e Experiência do Utilizador
O nosso primeiro painel de especialistas abordou um dos grandes dilemas do onboarding digital: a aparente contradição entre uma experiência de utilizador fluida e uma segurança robusta. A conclusão foi unânime: não só são compatíveis, como são interdependentes. Como observou um dos oradores, “A insegurança é o que gera incerteza. A verificação da identidade em tempo real elimina-a.”
A discussão explorou como as soluções biométricas se estão a tornar essenciais em ambientes de alta interação, como os contact centers. A principal barreira à sua adoção em massa não é a tecnologia, mas o design da experiência: o processo de onboarding deve ser tão natural e intuitivo que o utilizador não hesite em usá-lo.
A Identidade como Ativo Estratégico para a Banca
O nosso painel final focou-se na indústria financeira com uma mensagem poderosa: a identidade já não pode ser vista como um mero custo de conformidade regulamentar. É um ativo estratégico fundamental. Os oradores sublinharam a urgência de passar de um modelo de “identidade presumida” para um de “identidade verificada” de forma contínua, utilizando tecnologias como a biometria, a deteção de vida e as referências biométricas renováveis.
Neste contexto, foi afirmado que as carteiras de identidade digital não são o futuro, são o próximo requisito indispensável para operar.
Uma das ideias mais impactantes da sessão enquadrou a importância desta soberania tecnológica a nível continental: “Isto é mais importante para a Europa do que o euro; é a forma como protegemos o nosso espaço digital contra monopólios externos.”
Conclusão: A Nossa Visão para a Próxima Fronteira da Confiança Digital
O Identity & Business Day Portugal serviu não só para analisar os desafios atuais, mas também para traçar o caminho que, na Veridas, acreditamos ser o correto. A era da IA exige um novo padrão de confiança digital, um que só pode ser construído sobre uma base de identidade verificada, segura e sem fricção. As empresas que liderarem esta transição não só se protegerão da fraude, como também construirão a vantagem competitiva mais significativa da próxima década.
