No mundo da identidade digital e da biometria, a confiança é a moeda definitiva. Na Veridas, sempre defendemos que a segurança e a privacidade não são apenas funcionalidades — são direitos fundamentais.
Esta semana, esse princípio recebeu um enorme impulso global. A Comissão Europeia anunciou oficialmente uma Decisão de Adequação Mútua entre a União Europeia e o Brasil.
Em resumo: a UE e o Brasil reconheceram as leis de proteção de dados um do outro (RGPD e LGPD) como equivalentes. Isso cria o que a Comissão chama de “maior área de fluxos de dados livres e seguros do mundo”, abrangendo mais de 670 milhões de pessoas.
Compreendendo a Decisão de Adequação: Um Portal Global de Dados
Uma decisão de adequação serve como uma ponte formal entre sistemas jurídicos. É um ato regulatório de alto nível onde uma jurisdição reconhece que outra oferece um nível de proteção de dados “substancialmente equivalente”.
Para empresas e entidades públicas, isso funciona como um “sinal verde” jurídico, permitindo o movimento transfronteiriço contínuo de dados pessoais sem a necessidade de salvaguardas adicionais e dispendiosas, como Cláusulas Contratuais Padrão (SCCs) ou avaliações de risco individuais.
No contexto do histórico acordo de 2026, esta estrutura estabelece um corredor de confiança para controladores e operadores de dados tanto públicos quanto privados. O alcance desta adequação estende-se por três pilares principais:
- A União Europeia: Todos os 27 Estados-Membros estão cobertos, garantindo que os dados que circulam da Amazônia aos Alpes permaneçam sob um guarda-chuva de proteção consistente.
- O Corredor EEE/EFTA: A decisão também abrange os países do Espaço Econômico Europeu (EEE) — especificamente Islândia, Liechtenstein e Noruega.
- Estrutura Institucional da UE: Crucialmente, o acordo inclui todas as instituições, órgãos e agências da UE, permitindo uma cooperação segura nos mais altos níveis de governança.
Ao alinhar a LGPD e o RGPD através deste reconhecimento recíproco, o Brasil e a Europa eliminaram efetivamente o atrito burocrático, permitindo um modelo de “fluxo direto” que protege os dados de identidade enquanto acelera o comércio digital.
Aproveitando o Novo Acordo de Proteção Mútua de Dados para sua Estratégia de Identidade
Para a Veridas e nossos parceiros no Brasil, isto não é apenas uma atualização jurídica; é um divisor de águas para a transformação digital. Veja como esta decisão histórica simplifica o seu caminho para uma autenticação biométrica segura:
1. Operações Globais Sem Fricção
Historicamente, a transferência de dados sensíveis entre a UE e o Brasil exigia navegar por um labirinto de obstáculos jurídicos. Esses dias acabaram. Sob este novo acordo, os dados podem fluir entre a nossa EU Cloud e as organizações brasileiras tão facilmente como se estivéssemos na mesma cidade.
2. Conformidade por Padrão
Como a Veridas opera sob os mais elevados padrões da UE, esta decisão de adequação significa que, ao utilizar a nuvem da Veridas na UE, os clientes brasileiros satisfazem automaticamente os requisitos locais da LGPD. Você tem tecnologia de ponta e tranquilidade regulatória por padrão.
3. O Fim do Obstáculo da “Residência de Dados”
A decisão de adequação mútua remove efetivamente a barreira da “Residência de Dados”. Com uma ponte de dados segura e legalmente aprovada, as revisões de segurança tornam-se mais rápidas, o onboarding torna-se fluido e o seu time-to-market é drasticamente reduzido.
Uma Nova Era de Segurança Biométrica
Na Veridas, orgulhamo-nos de fazer parte desta “zona de partilha de dados mais segura do mundo”. Este acordo valida o nosso compromisso com a privacidade desde a concepção (privacy-by-design) e nos permite trazer nossas soluções de biometria facial e verificação de identidade para o mercado brasileiro com zero fricção.
Se você é uma empresa brasileira que busca escalar suas capacidades de identidade digital, nunca houve melhor momento para nos conectarmos.
A ponte está aberta. Vamos construir o futuro da identidade juntos.
