/KYC Bancário: Por que apenas a biometria já não é suficiente perante a Verificação de Identidade atual

KYC Bancário

Quando começamos a construir tecnologia de identidade há dez anos, a nossa ambição não era apenas ser mais um fornecedor num mercado de rápido crescimento. Propusemo-nos a algo muito mais profundo: construir confiança. Naquele momento, a missão parecia simples, mas exigente: distinguir o real do falso em qualquer canal. No entanto, hoje essa confiança no KYC bancário está sob um ataque direto sem precedentes.

Garantir a identidade digital no setor financeiro atual já não depende de um único fator, mas de uma combinação indissociável: a verificação da pessoa e a legitimidade do dispositivo a partir do qual ela opera. Durante a última década, a biometria facial consolidou-se como o “padrão de ouro” para o onboarding digital, sob a premissa de que uma correspondência biométrica era sinônimo de segurança absoluta. Mas, num cenário onde a identidade é a principal superfície de ataque, confiar apenas no fator biométrico de um usuário é insuficiente se o canal tiver sido comprometido.

 

Esta necessidade de mudança surge porque a IA generativa mudou as regras do jogo: hoje, 41% dos ciberataques já utilizam IA para fabricar identidades sintéticas em segundos, mergulhando-nos numa “pandemia de fraude” de impacto global. A biometria tradicional foi concebida para um mundo de ataques de apresentação — como fotos ou máscaras —, mas a fraude atual no KYC bancário é invisível, automatizada, escalável e ocorre diretamente no fluxo de dados.

Os atacantes evoluíram para ataques de injeção, que contornam os sensores físicos e alteram o fluxo digital entre o dispositivo e o servidor, fazendo com que até os controles de prova de vida (liveness) mais sofisticados resultem irrelevantes se a integridade do ambiente não for verificada.

Para os bancos e neobancos, esta mudança de paradigma revela uma verdade incômoda: “ver já não é crer”. Portanto, a questão já não é se a IA é mais inteligente, mas se as suposições sobre a identidade continuam adequadas ao seu propósito. Se um sistema pode ser enganado por algo que simplesmente “parece” real, é porque nunca esteve verificando a realidade della interação. Isto obriga a repensar processos críticos, como a verificação de conta bancária, para passar de uma identidade presumida para uma Identidade Real.

O futuro da confiança financeira depende de uma arquitetura disciplinada que não apenas verifique um rosto, mas que garanta a presença humana real, a integridade do canal e a continuidade da identidade em todo o ciclo de vida do cliente através de soluções de verificação de identidade avançadas.

O fim da “Identidade Presumida” no KYC bancário: Rumo à integridade do canal

O grande erro do setor foi herdar sinais de identidade de ambientes de consumo opacos. Muitos bancos confiam na biometria do dispositivo (como o FaceID), mas estas tecnologias foram desenhadas para proteger um telefone, não para verificar uma identidade legal ou financeira.

Este novo posicionamento propõe que a confiança não reside em detectar fakes cada vez melhores, mas em demonstrar dois pilares simultâneos:

  • Prova de Humano Real: Que existe uma pessoa física do outro lado, não uma injeção de dados sintéticos.
  • Prova de Integridade do Dispositivo: Assegurar que o canal entre o usuário e o banco não foi manipulado.

Estratégia de Identidade Digital Integral no Customer Journey: Além do Onboarding

Para as instituições financeiras com as quais colaboramos em mercados de alta exigência regulatória, o onboarding digital deixou de ser um processo isolado. Nossa experiência permitiu-nos desenvolver mais de 60 casos de uso que demonstram que o KYC bancário deve evoluir para uma arquitetura de defesa ativa em cada etapa da jornada, utilizando ferramentas como a biometria facial para garantir a segurança contínua.

1. Abertura de conta e verificação de conta bancária

O primeiro ponto de fricção é a criação da conta. Um processo robusto deve absorver a complexidade regulatória sem sacrificar a experiência do usuário.

  • Deteção de injeção: Protegemos o fluxo de dados para neutralizar ataques que tentam suplantar a identidade através de meios sintéticos.
  • Precisão comprovada: Nossas soluções oferecem desempenho líder nos testes NIST (1:1 FRTE).
  • Certificação iBeta PAD (Level 1 & 2): Garantimos que o sistema distingue com precisão entre uma pessoa real e qualquer tentativa de personificação física ou digital.
  • Conformidade auditável: Cumprimento de normativas globais como GDPR, PSD3 e AMLR.

2. Autenticação Facial para operações transacionais

A segurança não termina após o registro. A “identidade presumida” é uma das maiores vulnerabilidades da banca moderna.

  • Continuidade da Identidade: Implementação de Autenticação Facial em transferências de alto valor.
  • Substituição de Métodos Herdados: Eliminar a dependência de senhas ou SMS por provas de presença real.
  • Segurança do Dispositivo (Trusted Device): Vinculação dos padrões de desbloqueio nativos a uma identidade real verificada pelo banco.
  • Confiança reutilizável mediante Credenciais Verificáveis: Identidade soberana (SSI) onde o usuário controla seus dados.

Adaptação regulatória e alcance global: Conformidade como motor de negócio

Nossa relevância no setor apoia-se em presença consolidada em geografias-chave. Na Veridas, ajudamos as empresas a navegar pelo complexo cenário de compliance internacional:

  • Europa: Alinhamento total com o RGPD e as diretrizes PSD3/AMLR, preparados para o eIDAS2.
  • América do Norte: Alinhamento com padrões da FinCEN e critérios de precisão do NIST.
  • América Latina: Cumprimento das normativas da CNBV no México e ecossistemas de Open Finance no Brasil e Colômbia.

Inovação técnica para a conformidade: Referências Biométricas Renováveis (RBR)

Adoção de padrões ISO mediante o uso de Referências Biométricas Renováveis (RBR):

  • Revogabilidade e Reemissão: A referência pode ser revogada e reemitida como um cartão de crédito.
  • Privacidade por Design: Representações específicas que não permitem o rastreamento do usuário.
  • Governança de Dados: As organizações são donas da identidade que gerem.

Infraestrutura crítica e capacidade de processamento massivo

  • Alta demanda: Gestão de mais de 190.000 processos de verificação por dia para um único cliente.
  • Resiliência: Picos superiores a 600 validações por minuto com absoluta precisão.
  • Velocidade: Validação concluída em menos de trinta segundos sem intervenção manual.

A realidade como requisito inegociável do sistema

O futuro do setor bancário pertence a quem adota uma arquitetura de Identidade Real. Isto implica passar de uma identidade presumida para uma identidade estabelecida, protegida de ponta a ponta contra ataques de injeção.

Instituições financeiras líderes já integraram a Veridas em seus processos críticos:

  • Banca Global e Regional: BBVA, CaixaBank, Banco BPM, Scotiabank, Sumitomo Mitsui Banking e Ameriabank.
  • Fintech e Crédito: IDFinance, Aplazame, Ford Credit, Sunstate Bank e Afirme.
  • Inclusion and Financial Services: Financiera Confianza e Carrefour.

A tecnologia da Veridas estabelece as bases para um ecossistema financeiro onde a identidade é soberana, auditável e, acima de tudo, real.

Perguntas Frequentes sobre KYC Bancário e Identidade Digital

Por que a biometria facial sozinha já não é suficiente no KYC bancário?

Com o avanço da IA generativa, os atacantes podem criar identidades sintéticas e realizar ataques de injeção que enganam sensores físicos. Hoje, é necessário verificar não apenas o rosto, mas também a integridade do canal digital.

O que é um ataque de injeção na verificação de identidade?

Ataques de injeção contornam a câmera física do dispositivo e inserem dados sintéticos ou deepfakes diretamente no fluxo de dados entre o dispositivo e o servidor, tornando a detecção de vida tradicional insuficiente.

Como a tecnologia Veridas garante a conformidade com o RGPD e eIDAS2?

A Veridas utiliza uma arquitetura baseada em privacidade por design e Referências Biométricas Renováveis (RBR), garantindo que os dados sejam auditáveis, proporcionais ao risco e totalmente alinhados às diretrizes europeias.

Qual é a vantagem das Referências Biométricas Renováveis (RBR)?

Diferente dos modelos estáticos, as RBRs permitem que a referência biométrica seja revogada e reemitida se houver comprometimento da identidade, funcionando de forma semelhante à gestão de um cartão de crédito.

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consultor de identidade digital na Veridas. Se precisar falar com nossa equipe, agende uma reunião.

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