/O que é verificação de identidade, guia completo

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A verificação de identidade é o processo essencial de confirmar que uma pessoa é, de fato, quem afirma ser. No mundo digital, onde as interações presenciais são cada vez mais raras, garantir a autenticidade dos utilizadores tornou-se um pilar fundamental para a segurança e confiança em serviços financeiros, governamentais e comerciais.

Este processo vai muito além de simplesmente perguntar um nome ou número de documento. Envolve a validação de dados fornecidos contra fontes confiáveis e o uso de tecnologia avançada para assegurar que o indivíduo que está a interagir com o sistema é o legítimo proprietário dessa identidade, prevenindo fraudes como o roubo de identidade e a criação de contas falsas.

O que é identificação e o que significa identidade

Para compreender a verificação, é preciso primeiro distinguir dois conceitos base: identidade e identificação. A identidade é o conjunto de características e atributos que tornam uma pessoa única e distinta de todas as outras. Isso inclui dados biográficos (como nome, data de nascimento, filiação) e dados biométricos (como o rosto, a voz ou as impressões digitais).

A identificação, por outro lado, é o ato de um utilizador declarar quem é a um sistema ou organização. Quando introduz o seu nome de utilizador num formulário ou apresenta o seu cartão de cidadão num balcão, está a identificar-se. No entanto, o simples ato de identificação não prova que a pessoa é quem diz ser; apenas estabelece uma reivindicação de identidade que precisa de ser validada.

Qual a diferença entre identificação e verificação de identidade

A principal diferença reside na prova. Enquanto a identificação é a alegação (“Eu sou o João”), a verificação é a comprovação dessa alegação (“Aqui está a prova de que sou o João”). A verificação de identidade adiciona uma camada de segurança crítica, comparando os dados fornecidos pelo utilizador com uma fonte de verdade confiável.

Se a identificação responde à pergunta “Quem diz ser?”, a verificação responde a “É realmente quem diz ser?”. Sem esta segunda etapa, qualquer pessoa na posse de dados roubados (como um número de CPF ou NIF) poderia fazer-se passar por outra, cometendo fraudes financeiras ou acedendo a serviços indevidamente.

Exemplos práticos de verificação de identidade

A verificação de identidade está presente em inúmeras situações do nosso quotidiano, tanto no mundo físico como no digital. Um exemplo clássico é a abertura de uma conta bancária: o cliente entrega o seu documento de identificação e o funcionário compara a foto do documento com o rosto da pessoa presente.

Outro exemplo comum ocorre nos aeroportos, onde a identidade dos passageiros é verificada antes do embarque. No ambiente digital, este processo ocorre quando uma aplicação de transporte solicita uma selfie ao motorista para garantir que a conta não foi alugada ou roubada, ou quando um serviço de streaming confirma a idade do utilizador.

Verificação de identidade online

A verificação de identidade online, ou digital, transpõe os processos de segurança física para o ambiente remoto. O desafio aqui é maior, pois não existe um agente humano para analisar o documento ou a pessoa presencialmente. Por isso, a tecnologia desempenha um papel central, utilizando inteligência artificial e biometria para realizar validações com um nível de precisão muitas vezes superior ao humano.

Este método permite que empresas operem 24 horas por dia, aceitando clientes de qualquer lugar do mundo sem a necessidade de deslocações físicas, reduzindo custos operacionais e melhorando significativamente a experiência do utilizador.

Métodos mais utilizados

Existem diversos métodos para verificar uma identidade online, variando em nível de segurança e fricção. Os métodos tradicionais baseiam-se em “algo que você sabe” (como senhas ou perguntas de segurança) ou “algo que você tem” (como um código SMS enviado para o telemóvel). No entanto, estes métodos são vulneráveis a engenharia social e roubo de dados.

Os métodos mais seguros e modernos baseiam-se em “algo que você é”, ou seja, na biometria. A combinação de verificação documental com reconhecimento facial tornou-se o padrão ouro da indústria, oferecendo um equilíbrio ideal entre alta segurança e conveniência para o utilizador.

Validação biométrica e documental

A validação biométrica e documental é o processo mais robusto de verificação de identidade digital. Funciona em duas etapas principais: primeiro, o sistema captura e analisa o documento de identidade do utilizador (RG, Cartão de Cidadão, Passaporte), verificando a sua autenticidade através de elementos de segurança como hologramas e consistência de dados.

Em seguida, solicita-se uma selfie ou um vídeo do utilizador. O sistema utiliza algoritmos de reconhecimento facial para comparar a biometria do rosto na selfie com a foto extraída do documento. Crucialmente, este processo inclui a “detecção de prova de vida” (liveness detection), que assegura que a pessoa está presente em tempo real e não é uma foto de uma foto, um vídeo pré-gravado ou uma máscara 3D.

Verificação de identidade no FGTS

No contexto brasileiro, a verificação de identidade ganhou destaque crítico com a digitalização de serviços públicos, especialmente no acesso ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com a possibilidade de realizar o “Saque Digital” diretamente pela aplicação, o risco de fraudes aumentou, com criminosos a tentar aceder a contas de trabalhadores utilizando dados pessoais vazados.

Para combater estas fraudes, a aplicação do FGTS e outras plataformas governamentais implementaram camadas rigorosas de verificação de identidade. Para autorizar transações sensíveis ou recuperar o acesso, o sistema exige frequentemente uma validação biométrica facial. O trabalhador deve tirar uma selfie que é comparada com as bases de dados governamentais (como a da CNH ou do título de eleitor) para garantir que quem solicita o saque é, inequivocamente, o titular do benefício.

Este uso da tecnologia protege o património do trabalhador, impedindo que terceiros se apropriem indevidamente de fundos, e exemplifica como a verificação de identidade é vital para a integridade de sistemas de benefícios sociais em larga escala.

Por que a verificação de identidade é importante para a segurança

A verificação de identidade é a primeira linha de defesa contra o cibercrime. Num mundo onde violações de dados expõem milhões de credenciais anualmente, confiar apenas em nomes, números de documentos ou senhas não é suficiente. A verificação robusta impede a criação de contas com identidades sintéticas (falsas) e o roubo de contas existentes (account takeover).

Além de proteger os utilizadores, é crucial para as empresas cumprirem regulamentações de Compliance, como as normas de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (AML) e Financiamento ao Terrorismo (KYC). Implementar estes sistemas evita multas pesadas, protege a reputação da marca e constrói um ambiente de confiança onde as transações digitais podem prosperar.

Quando é necessário verificar identidade

Embora a segurança seja vital, nem todas as interações exigem o mesmo nível de verificação. O processo deve ser proporcional ao risco. A verificação completa de identidade é tipicamente necessária em momentos críticos da jornada do cliente, conhecidos como “momentos da verdade”.

Os principais cenários incluem o onboarding de novos clientes (abertura de contas, registo em plataformas), a realização de transações financeiras de alto valor, a alteração de dados sensíveis (como mudança de endereço ou senha) e a recuperação de acesso a contas bloqueadas. Nestes casos, a certeza da identidade é inegociável.

O futuro da verificação de identidade online

O futuro da verificação de identidade caminha para a descentralização e a soberania do utilizador. O modelo atual, onde cada serviço mantém a sua própria base de dados com as nossas informações, está a evoluir para o conceito de Identidade Digital Autossoberana (SSI) e Carteiras de Identidade Digital (Digital Wallets).

Neste novo paradigma, o utilizador terá uma carteira digital no seu dispositivo móvel com as suas credenciais verificadas (como a carta de condução ou o diploma universitário). Poderá partilhar apenas os dados necessários para uma transação (por exemplo, provar que é maior de idade sem revelar a data de nascimento exata) de forma segura e privada. A biometria continuará a ser a chave de acesso a esta carteira, garantindo que a identidade digital permanece sob o controlo exclusivo do seu titular.

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